Lao-tzu viveu há 25 séculos na China. Apesar dos detalhes de sua vida estarem encobertos pela névoa do tempo, sabe-se com um bom grau de certeza que seu nome era Li Er. A lenda diz que o rei Wu de Zhou o nomeou bibliotecário
dos arquivos imperiais em Luoyang1. Neste cargo Lao-tzu pode
dedicar-se ao estudo de história, filosofia e literatura, desenvolvendo sua sabedoria e
sua visão no processo. Lao-tzu decidiu deixar a civilização quando a casa de Zhao começou a declinar. Saiu de Luoyang e se dirigiu ao passo de Hangu para um destino além da Grande Muralha. Antes de atravessar a Grande Muralha, um guarda da muralha pediu que escrevesse seus pensamentos sobre o Tao para a posteridade. Lao-tzu concordou, e escreveu um pequeno volume em duas partes, expressando o conhecimento que acumulou de forma breve e concisa, mas muito profunda. O livro sobreviveu por mais de 2500 anos, e é o que conhecemos como o Tao Te Ching. Notas sobre a tradução do nome O nome Lao-tzu ("Velho Mestre") é algumas vezes escrito como Lao-tse. No sistema de transliteração Pinyin, mais moderno, é escrito Laozi. Todas as formas podem ser consideradas corretas. . "Tzu" é algumas vezes traduzido incorretamente como filho ou menino. Este erro é ampliado pela interpretação do nome, que passaria a ser literalmente "velho menino", com o sentido de velho e sábio, porém jovem de coração. Isto é ridiculamente incorreto. Em outros contextos "tzu" pode significar "filho" ou "menino", mas neste contexto o único significado válido é "mestre". Notas do tradutor para português 1 Luoyang era a capital da China na época de Lao-tzu. |
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